Mulheres na Aviação – Passado, presente e futuro

AS PIONEIRAS

Blanche Scott

As mulheres foram responsáveis ​​por muitos marcos importantes na origem da aviação. Eles contribuíram para vários “primeiros” na indústria, mas enfrentaram muitos preconceitos.

Uma pessoa notável, Blanche Scott, não só se tornou a primeira mulher a dirigir pelos Estados Unidos, mas também a primeira mulher a voar na América. Seu instrutor, Glenn Curtiss, que estava apático para lhe dar aulas de vôo, inseriu um bloco de madeira na menete de potência da aeronave para que Scott pudesse aprender a manobrar o avião, mas apenas no solo. Durante uma aula, o bloco se deslocou “inexplicavelmente”, enviando Scott em um primeiro “salto” de vôo, fazendo história e demonstrando que as mulheres eram perfeitamente capazes de pilotar uma aeronave. Mais tarde, ela se juntou à equipe de exibição de Curtiss, fazendo seu primeiro voo oficial em 1910. Ela fez um nome para si mesma como “The Tomboy of the Air”.

Harriet Quimby

Harriet Quimby, que escrevia para viver, ansiava por aventuras. Cobrir histórias relacionadas à aviação despertou seu interesse no campo. Sabendo de sua intenção de documentar suas experiências de voo, a empresa de revistas para a qual ela trabalhava pagou por suas aulas de voo. Como resultado, Quimby recebeu correspondência de leitores da revista fãs da “garota pássaro”. Animada com as oportunidades que a aviação lhe traria, Quimby estudou muito. Ela foi a primeira mulher a receber uma licença de piloto nos Estados Unidos em 1911. No ano seguinte, ela voou pelo Canal da Mancha.

Bessie Coleman se tornou a primeira mulher negra a pilotar e a primeira mulher nativa americana em 1922. Antes de seu sucesso como piloto, seu irmão a provocava por não ser capaz de aprender a voar, o que apenas alimentou o desejo de Coleman de fazê-lo. Infelizmente, os

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Bassie Coleman

programas de aviação dos Estados Unidos a negaram por ser afro-americana e mulher. Mantendo a cabeça erguida, ela acabou sendo aceita na Escola de Aviação dos Irmãos Caudron na França, onde as mulheres podiam aprender a voar. Ela também teve aulas de francês para aprender a língua e prepará-la para o treinamento. Coleman ficou conhecida por seus truques e capacidade de desempenho na aeronave, provando que seus céticos estavam errados.

Amelia Earhar

Amelia Earhart, outra aviadora poderosa, ficou encantada com a ideia de voar desde cedo. Para provar suas habilidades e experiência, ela deu a si mesma o “look” de piloto, cortando o cabelo curto e dormindo com sua jaqueta de couro para dar uma aparência desgastada. Antes de seu famoso voo solo através do Atlântico em 1932, ela também estabeleceu um recorde, voando seu próprio biplano a 14.000 pés.

Em 1934, Helen Richey foi a primeira mulher a ser contratada para voar por uma transportadora comercial de passageiros. Devido à discriminação de gênero e à indignada união masculina formada na companhia aérea, ela foi forçada a sair em novembro de 1935.

Helen Richey

Sabiha Gökçen era uma aviadora turca. Ela treinou em aviões de caça e bombardeiros em uma base aérea em Eskișehir, ganhando seu título como a primeira piloto de caça do mundo em 1936. Gökçen voou com 22 aviões acrobáticos e bombardeiros diferentes ao longo de sua vida, recebendo várias medalhas que reconheceram suas realizações.

Sabiha Gökçen

A ideia de pilotos do sexo feminino tornou-se especialmente proeminente durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1942, os Estados Unidos enfrentaram uma enorme escassez de pilotos. Para ajudar a preencher a lacuna, as mulheres foram treinadas para pilotar aviões militares, o que por sua vez permitiu que os homens fossem liberados para tarefas de combate no exterior. Esse grupo de elite de pilotos femininos era conhecido como Women Airforce Service Pilots (WASP). Como parte desse Programa, mais de 1.100 mulheres pilotaram uma variedade de aeronaves militares. O general comandante das Forças Aéreas do Exército, Henry Arnold, a princípio inseguro quanto às habilidades dessas mulheres, percebeu que as mulheres podiam voar tão bem quanto os homens.

Veja nossa matéria sobre a WASP http://guiaaeronautico.com/mulheres-aviadoras-da-segunda-guerra-mundial-as-verdadeiras-fly-girls-wasp/

Texto original em inglês https://www.npr.org/2010/03/09/123773525/female-wwii-pilots-the-original-fly-girls

Para saber mais:

https://www.af.mil/News/Article-Display/Article/119851/wasp-awarded-congressional-gold-medal-for-service/

http://wingsacrossamerica.us/web/obits/rawlinsom_mabel.htm

https://www.sfgate.com/news/article/Female-World-War-II-pilots-to-get-their-due-3290418.php

https://www.af.mil/News/Article-Display/Article/497548/womens-legacy-parallels-air-force-history/
WASP

Infelizmente, os WASPs foram dissolvidos em 1944, devido a um aumento da disponibilidade de pilotos do sexo masculino e também a pressões políticas. Foi dito às mulheres que “seus serviços voluntários não são mais necessários”, apesar de seus imensos esforços e contribuições.

Na década de 1960, havia 12.400 mulheres pilotos licenciadas nos Estados Unidos, representando 3,6% de todos os pilotos. Este número dobrou no final da década para quase 30.000 mulheres, mas ainda era apenas 4,3% do total de pilotos.

Emily Howell Warner se tornou a primeira mulher capitã de uma companhia aérea comercial da América, mas isso não foi até 1973. Na verdade, Warner foi a primeira mulher a ser contratada desde Richey – 39 anos de sub-representação feminina como aviador.

Nos anos seguintes, esses marcos continuaram, quando Mary Barr se tornou a primeira mulher a pilotar o Serviço Florestal, a Capitã Lynn Rippelmeyer se tornou a primeira mulher a comandar um 747 em um vôo transatlântico em 1984 e a Tenente Coronel Eileen Marie Collins se tornou a primeira mulher piloto no programa do ônibus espacial dos EUA.

Mesmo com todas essas histórias incríveis, as pilotos do sexo feminino e as mulheres da aviação em geral ainda lutam para fazer um avanço na indústria atual.

Aviadoras brasileiras do passado

Se hoje as mulheres estão cada vez mais presentes no cockpit de aviões e helicópteros país afora, é porque quatro aviadoras desbravaram esse caminho.

Para saber mais sobre as aviadoras brasileiras leia a matéria do Aeromagazine

https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/brasileiras-pioneiras_1014.html

O PRESENTE EM ASCENSÃO

Historicamente, os homens sempre dominaram os postos de trabalho no mercado da aviação. Pilotos, mecânicos e despachantes são maioria nesse segmento. No entanto, aos poucos, esse cenário tem sido alterado com o ingresso de mais profissionais femininas no mercado. O mais recente levantamento realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aponta um crescimento de 106% no número de licenças em atividade de mulheres emitidas pela ANAC, excluindo a carreira de comissário de bordo que, historicamente, sempre teve mais profissionais mulheres.

No período de 2015 a 2017, o número de mulheres com licença de pilotos privados de avião (PPR) saltou de 279 parra 740, aumento de 165% nessa categoria.  Outra categoria com aumento expressivo é o número de Pilotos Privados de Helicóptero (PPH), de 47 em 2015 para 167 em 2017, ou 255% no período. 

Algumas categorias tiveram crescimento menos expressivo, como as de Piloto de Linha Aérea – Avião (PLA) de 29 em 2015 para 41 em 2017 e Piloto de Linha Aérea – Helicóptero (PLH) 14 para 22 no mesmo período.  No total, o Brasil tem 1.465 mulheres pilotos contra 46.556 profissionais masculinos.

O número de mecânicas apresentou um crescimento de 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233. No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino, 8092 em 2017. 

As comissárias de bordo dominam a categoria. Ao todo, são 6.485 profissionais contra 3.335 homens habilitados para a função.

O levantamento de profissionais habilitados é realizado a partir da extração das licenças ativas emitidas exclusivamente pela ANAC. A Agência determina padrões para os profissionais da aviação civil que devem ser licenciados por meio de processos de formação pratica e teórica. 

O FUTURO PERTENCE A ELAS

Na aviação a mais de quinze anos, e trabalhando na empresa Leadertech, Sonja de Oliveira French é uma das profissionais mais reconhecidas pelo seu trabalho, ela é especialista em regulamentação de aviação civil, tendo prestado serviços para algumas das maiores empresas de manutenção aeronáutica de Goiânia-Go.

Sonja French

Sonja French – Leadertech – Goiânia – Go

Sonja considera o papel das mulheres na aviação de grande importância, por considerar que as mulheres exercem seu papel competência e carinho. Ela também destaca a falta de apoio no inicio da sua carreira, e alguém que ensinasse a profissão.

Ela considera a aviação parte da sua vida. É impossivel se pensar em aviação e não se lembrar de Sonja com sua experiência e carisma.

Yumi Imai

Atuando na administração da Ki Avionics, Yumi Imai (filha de Kenichi Imai – um dos mais respeitados profissionais de avionicos do Brasil), atua a mais de vinte anos na aviação, tendo começado como office girl e posteriormente passando para área de importação, onde aprendeu muito sobre os componentes e peças de avionicos. Ao se formar em Administração de empresas, assume o posto e passa a dedicar-se ainda mais à essa função na empresa.

Yumi considera seu primeiro contato com o meio aeronáutico de valor imensurável. Segundo ela, muitas coisas que se aprendiam em livros eram muito diferentes na prática e a experiencia que teve no inicio. Trabalhando com avionicos, importação, exportação, controle técnico, e bom relacionamento com pilotos, proprietários de aeronaves e empresários, fez que a crescesse tanto nas áreas profissional e humana.

Yumi Imai – Ki Avionics – Goiânia – Go

Segundo ela, o papel da persona feminina num meio considerado masculino, só tem a acrescentar, pelo fato das mulheres serem mais pacientes para resolver e apaziguar muitas situações em que os animos se exaltam. A figura feminina é muito bem quista em todos os setores, fazendo a função de conciladora e mediadora em situações que só uma mulher consegue intervir.

Capacidade

“Mostrei minha capacidade, a força que a mulher tem no mercado, e eu acho que é através disso que vamos conquistando, trilhando esse caminho e mostrando através do nosso trabalho, indenpendente da forma que se diga feminina, ou, masculina, eu acho que tanto as mulheres quanto os homens tem que mostrar sua capacitação no mercado de trabalho” ( Yumi Imai – KI Avionics – Goiânia – Go ).

Inspiração

” Eu fico muito feliz e muito grata por de seguir algumas contas do Instagram, conheço comandantes maravilhosas , são inspirações pra mim e exemplos de superação. Eu acho que superação é tudo, e a mulher tem isso dentro dela, esse instinto, esssa coisa de querer buscar, querer mais, então a unica mensagem que deixo pra elas realmente, é que elas são inspiradoras, o que elas fazem proporcionam para nós interiormente um crescimento, uma coragem imensa.”

Mesmo atuando em áreas administrativas, Yumi considera a aviação tudo em sua vida, e foi o meio onde cresceu, onde tem vivido, até por questão de ser uma empresa familiar, sendo um meio que nunca fica monotono, sendo um meio que precisa-se estudar e manter-se atualizado. A aviação para ela é um meio incrível, por se tratar de vidas, dependem do bom serviço prestado, pois a segurança está acima de tudo.

Angel Pfeifer

Angel Pfeifer – Aeródromo Botelho – DF

Angel Pfeifer Botelho, por mera coincidência ou destino, tem o mesmo sobrenome de João Botelho ( Aeródromo Botelho – Brasília DF), onde teve seu primeiro contato com a aviação geral. Segundo ela, foi viver um sonho que era do João, onde precisava de alguém que fosse o braço direito dele dentro do aeródromo, já que ele estava com a idade oitenta e quatro anos.

“Cheguei no aeroporto em 2013, com vinte anos de idade, e não tinha idéia o que era aviação geral”.

De um sonho à realidade

O que era apenas um aeródromo de ultraleves tomou uma dimensão absurda, tornando o Aeródromo Botelho um dos maiores do Brasil, localizado estrategicamente próximo à capital federal. Na época Angel não tinha qualquer formação relacionada à aviação, mas já atuava no campo. Posteriormente fez treinamento em SGSO na Anac, adquirindo experiencia e conhecimentos necessários à segurança do voo. Hoje dia Angel também trabalha com assessoria aeronáutica, sendo uma profissional bastante reconhecida pelos seus serviços.

Angel destaca o quanto cresceu a presença feminina na aviação, como em qualquer outros segmentos do mercado de trabalho. A presença feminina nesses setores é de fundamental importancia, no sentido de encorajar outras mulheres que buscam novas perspectivas e sonhos. Ela consider o papel da mulher na aviação de fundamental importancia, e que muitoas mulheres tem tido sucesso no comando de operações, driblando o preconceito e assumindo funções de destaque, que são elogiadas por sua altissima capacida e competência. A mulher conquistou seu espaço, e tem encorajado outras a viver seus sonhos dentro desse universo.

Angel Pfeifer – Aeródromo Botelho – DF

Superando as dificuldades

Na época as maiores dificuldades foI lidar com a equipe de trabalho, já que iniciou trabalhando no campo, liderando cem homens. No inicio, Angel conta que teve muitas dificuldades devido a sua idade (por ser muito jovem), dentre elas, foi o receio de recebê-la nessa função gerencial. Com tempo foi ganhando espaço, sendo uma profissional linha dura, firme, imparcial. Com o tempo foi tornando-se respeitada pelos colaboradores e recebendo cada vez mais atribuições do João Botelho, que, segundo ela, queria ver seu crescimento na aviação.

” A sua força de vontade, a sua perseverança é sempre maior que tudo” ( Angel Pfeifer – Aeródromo Botelho – DF)

Ludmilla Garcia

Ludmilla Garcia – Tec. manutenção de helicópteros – Goiânia – Go

Ludmilla Garcia é uma jovem que atua na manutenção de helicópteros, tendo trabalhado em diversas oficinas em Goiânia, onde teve seu primeiro contado no ano de 2016.

Ela se encontrou na manutenção, formando-se em MMA (Mecânico de Manutenção Aeronáutica). A jovem acredita que, cada dia que se passa é mais um dia de aprendizado.

O inicio

“No ano de 2016 consegui uma oportunidade em uma empresa especializada em manutenção de helicópteros, me apaixonei ainda mais pela profissão, conheci pessoas boas que me deram a oportunidade de aprender não só uma profissão mais como ser uma pessoa melhor , inclusive uma dessas pessoas é meu sócio e meu pai de coração. Muitas vezes pensei em desistir, e procurar outra profissão pois não é facil o começo para ninguém, mais persisti ,hoje estou abrindo minha própria empresa de manutenção aeronáutica especializada em helicópteros. Sou MEcanica , SRM , comercial , e faxineira as vezes , só não desisto dos meus sonhos.”

Ludmilla Garcia – Tec. manutenção de helicópteros – Goiânia – Go

“Apesar de ainda sermos a minoria , em todos os papéis que desempenhamos, sempre damos o nosso melhor. Como dito por muitos anos, essa área foi dominada por homens , por isso sempre estamos nos doando em dobro, e tudo que fazemos é para que cada dia sejamos ainda mais reconhecidas.” (Ludimilla Garcia – Mecânica de Manutenção Aeronáutica – Goiânia – Go).

“A minha mensagem pra você mulher, e que nós podemos fazer tudo o que quisermos , nunca deixe ninguém dizer o que você pode ou não fazer,você é forte e consegue fazer tudo que quiser”.

Compartilhe nosso conteúdo, assim você estará divulgando a aviação geral brasileira e trazendo histórias como dessas mulheres fantásticas.

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