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A autoridade do piloto

Quando a missão do patrão coloca em risco a segurança de voo

Em sua edição 75, a revista Frequência Livre publicou um artigo assinado pelo comandante Gustavo Albrecht, presidente da Abul (Associação Brasileira de Aeronaves Leves), que merece ser lido. O autor elenca as 10 “qualidades” de um piloto de verdade. A terceira da lista chama a atenção para uma questão delicada em aviação, e oportuna, a autoridade do comandante: “Piloto de verdade não tem medo de cancelar voo”. Na aviação regular, esse tema se dá de modo menos conflituoso, já que os tripulantes técnicos, com a porta do cockpit fechada, têm contato quase nulo com os passageiros. Se a meteorologia não permitir o pouso no destino, ele não saberá das reuniões canceladas, dos negócios que não se realizarão, de um início de férias adiado ou qualquer outra frustração. Apenas cumprirá as rotinas operacionais e os procedimentos preconizados no MGO (Manual Geral de Operações) da empresa.

O piloto em comando é a única autoridade em voo

Na aviação executiva, as relações mudam, o contrato é outro. O patrão tende a estabelecer uma relação pessoal e de longo prazo com seus pilotos. A subordinação é direta e os laços, de confiança. Assim, com o tempo, os pilotos se envolvem cada vez mais com os anseios dos passageiros, pois conhecem as implicações do cancelamento de um voo. As coisas tendem a se intensificar quando o dono do avião passa a jantar com seus pilotos, a dar presentes especiais de fim de ano e a convidar suas famílias para subirem a bordo. Inconscientemente, os funcionários acabam fazendo mais do que poderiam, ou deveriam, para atender às necessidades do patrão, em atitudes que denotam certo “heroísmo”. Além de resolver o problema de um sujeito bacana, é também uma forma de “mostrar serviço” ao chefe.

Um piloto de verdade sabe que nenhum voo vale sua vida

O curioso é que nem sempre o passageiro se dá conta disso. Os próprios pilotos confirma que aquele patrão que demitia seu tripulante depois de uma decolagem abortada está em processo de extinção no Brasil, embora ainda existam alguns. Atualmente, a tendência é que eles queiram garantias de seus pilotos de que todas as missões serão as mais seguras possíveis e, ao contrário do que acontecia há poucas décadas, os aviadores que submeterem seus patrões a riscos desnecessários têm mais chance de perderem o emprego do que aqueles mais prudentes e criteriosos.

Fazer o que o patrão precisa em detrimento da segurança de voo, por ego, lealdade ou receio de ter seu emprego ameaçado, é uma prática indesejável entre pilotos de aviação executiva. Os tripulantes estão ali para garantir um transporte aéreo seguro, e não necessariamente zelar pelos compromissos da agenda dos passageiros. Como diz Albrecht em seu artigo, “um piloto de verdade não sente vergonha nenhuma em cancelar um voo, quer seja devido à meteorologia, a problemas mecânicos ou apenas por não se sentir capaz de realizá-lo. A menos que você seja um piloto militar, nenhum voo vale a tua vida”.

Artigo original de https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/autoridade-do-piloto_1703.html de 1 de setembro de 2014

Dez Filmes sobre Aviação para Assistir na Quarentena

Listamos dez filmes sobre aviação para você assistir durante esses dias de quarentena.

Bom filme !

1 – O Voo – 2012

Sinopse e detalhes

Flight – Wikipédia, a enciclopédia livre

Whip (Denzel Washington) está separado de sua esposa e filho, é um experiente piloto da aviação comercial, mas tem sérios problemas com bebidas e drogas. Certo dia, ele acabou salvando a vida de diversas pessoas quando a aeronave que pilotava apresentou uma pane, mas sua frieza e conhecimento permitiu que uma aterrisagem, praticamente, impossível acontecesse. Agora, apesar de ser considerado um herói por muitos e contar com o apoio de amigos, ele se vê diante do jogo de empurra na busca pelos culpados da queda e das mortes ocorridas. É quando seus erros e escolhas do passado passam a ser decisivos para definir o que ele irá fazer de seu futuro.

2 – O Aviador – 2004

Sinopse e detalhes

Preocupado apenas em rodar filmes e com a aviação, Hughes tem um estilo de vida incomum: tem medo de se contaminar por germes, bebe apenas leite na garrafa, deixa sua vida financeira aos cuidados do assistente e namora grandes estrelas de Hollywood. Entre

O Aviador – Wikipédia, a enciclopédia livre

casos mais famosos estão Katharine Hepburn (Cate Blanchett) e Ava Gardner (Kate Beckinsale). À medida que o tempo passa, O Aviador começa a desenvolver projetos de aeronaves e vive uma guerra de nervos e interesses com a gigante do mercado Pan Am. Fato que continua e até se intensifica depois que ele adquire o controle da TWA, que disputava uma fatia no mercado de empresas aéreas.

3 – Top Gun – 1986

Sinopse e detalhes

Quadro Militar Top Gun

A escola naval de pilotos é onde o melhor dos melhores treinam para refinar suas habilidades de voo de elite. Quando o piloto Maverick é enviado para a escola, sua atitude irresponsável e comportamento arrogante o colocam em desacordo com os outros pilotos,

especialmente Iceman. Porém Maverick não está apenas competindo para ser o piloto superior de caça, ele também está lutando pela atenção de sua bonita instrutora de voo, Charlotte Blackwood.

4- O Barão Vermelho – 2008

Sinopse e detalhes

Primeira Guerra Mundial. O jovem aristocrata Barão Manfred von Richthofen (Matthias Schweighöfer) é convocado pela força aérea alemã. Seus combates, seu avião vermelho e suas inúmeras conquistas ao lado do esquadrão ‘Circo Voador’ o tornaram um herói da nação. Manipulado pelo alto comando e distraído pela fama, ele não enxergava a

verdadeira face da guerra. Quando Manfred é ferido e presencia os horrores das batalhas em um hospital, ele passa a perceber o efeito devastador de uma guerra. Apesar da desilusão, Manfred sabe que ele não pode parar de voar e, mesmo para o mais destemido dos homens, cada nova missão pode ser a última. Um filme com incríveis cenas de combate, que conta a história do maior piloto de todos os tempos.

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5 – Filme Águia de Aço – 1986

Sinopse e detalhes

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Um piloto da Força Aérea Americana é abatido em uma missão perto da fronteira de um país do Oriente Médio. Ele acaba se tornando prisioneiro e, após um rápido julgamento, é condenado por espionagem, sendo enforcado em três dias. Assim, seu filho adolescente

Doug Masters (Jason Gedrick), é ajudado por seus amigos e elabora um arriscado plano, que consiste em pegar dois jatos da Força Aérea fortemente armados para resgatar seu pai. Para esta missão ele convence o coronel Charles “Chappy” Sinclair (Louis Gossett Jr.), um piloto de caças reformado, para ajudá-lo na missão

6 – Asas e Coração: Revelando a Esquadrilha da Fumaça – Documentário

Sinopse e detalhes

Asas e Coração” - Documentário da Esquadrilha da Fumaça estreia na ...

O registro acompanha a esquadrilha em algumas das principais demonstrações e viagens no Brasil e no exterior durante um ano. “O resultado é um documentário que revela detalhes inéditos do cotidiano do esquadrão, humanizando os profissionais que se

dedicam ao cumprimento de sua missão”, revela um dos diretores da produção, Fabio Modena.

O documentário mostra imagens durante os voos e revela ângulos diferentes que convidam o espectador a acompanhar de perto as acrobacias do esquadrão. A produção traz cenas memoráveis, como o sobrevoo sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ou junto à Estátua da Liberdade, em Nova Yorque. Entre os shows aéreos, destacam-se as participações em eventos com os “Blue Angels” e os “Thunderbirds”, esquadrões de demonstração aérea norte-americanos.

7 – Vips – Histórias Reais de um Mentiroso 

Sinopse e detalhes

VIPs – Wikipédia, a enciclopédia livre

Marcelo (Wagner Moura) não consegue conviver com a própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados

meios, onde aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono de uma empresa de aviação, durante um Carnaval em Recife.

Estreia de Toniko Melo na direção. Wagner Moura teve aulas de aviação para protagonizar o longa. Baseado no livro VIPs: Histórias Reais de Um Mentiroso, de autoria de Mariana Caltabiano.

8 – Flyboys – 2006

Filmes Online - Primeira Guerra Mundial - Flyboys (2006) | Imago ...

Sinopse e detalhes

1916, dois anos após o início da 1ª Guerra Mundial. Milhões de pessoas já morreram e as forças aliadas, compostas por França e Inglaterra, seguem em uma luta inativa nas trincheiras contra as tropas alemãs. Os Estados Unidos seguem sua posição de neutralidade, o que não impede que alguns americanos partam para a Europa para ajudar como motoristas voluntários de ambulância ou integrantes da Legião Estrangeira da França. Um deles é Blaine Rawlings (James Franco), um texano que foi expulso do

rancho de sua família e que idealiza uma vida de herói pilotando aviões. Ele logo se une a Higgins (Christien Anholt), um recruta da Legião Estrangeira que é transferido; William Jensen (Philip Winchester), que se alistou para seguir a tradição da família; Briggs Lowry (Tyler Labine), que se alistou devido à pressão do pai; Eddie Beagle (David Ellison), que deseja fugir de seu passado; Eugene Skinner (Abdul Salis), que deseja defender a França devido ao país ter sido tolerante ao permitir que se tornasse campeão de boxe; e Reed Cassidy (Martin Henderson), um piloto de guerra veterano. Sob o comando do capitão Georges Thenault (Jean Reno), os pilotos franceses realizam um rigoroso treinamento com os americanos, de forma que eles possam integrar a Esquadrilha Lafayette, o 1º esquadrão de pilotos americanos a lutar na 1ª Guerra Mundial.

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9 – Senta a Pua! – Documentário – 1999

Sinope e detalhes

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No dia 6 de outubro de 1944, os integrantes do 1º Grupo de Aviação de Caça do Brasil desembarcaram no porto de Livorno, na Itália, para participar da 2ª Guerra Mundial,

integrando o 350º Fighter Squadron. Faziam parte do grupo 466 pessoas: 49 pilotos e 417 homens de apoio. A saga do 1º Grupo contada por seus próprios pilotos, veteranos do mais importante conflito bélico deste século, cujas ações foram de fundamental relevância para a garantia da vitória aliada na Europa.

10 – O Vôo da Fenix – 2004

Sinpese e detalhes

Flight of the Phoenix – Wikipédia, a enciclopédia livre

Frank Towns (Dennis Quaid) é um piloto de aviões de carga que, juntamente com seu co-piloto A.J. (Tyrese), é enviado para a Mongólia. A dupla tem a missão de retirar do local uma equipe de exploração petrolífera, já que o projeto fora interrompido. Pouco após a decolagem do vôo de volta, quando sobrevoam o deserto de Góbi, o avião enfrenta uma

forte tempestade de areia, que arranca suas antenas e destrói o motor esquerdo. O avião sofre uma pane geral e Frank é obrigado a realizar uma aterrissagem forçada em pleno deserto. Com o avião avariado e sem chances de conserto, os 11 tripulantes se vêem presos no deserto e, para piorar, com pouca água e comida. Até que um dos sobreviventes, Elliott (Giovanni Ribisi), propõe uma idéia louca: construir um novo avião com os destroços do primeiro. A proposta é rechaçada por todos de imediato mas, com a situação se tornando cada vez mais crítica, eles decidem arriscar e levar o plano adiante.

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Se o seu motor parar, onde você deve pousar?

Quando o seu motor falha e você não consegue chegar ao aeroporto, onde você deve pousar? Num campo ou uma estrada?

É uma pergunta que não é facilmente respondida, por isso decidimos fazer uma pesquisa sobre aterrissagens forçadas para ver onde estavam os perigos, sejam em campos ou em estradas.

Pesquisamos o banco de dados de acidentes do NTSB e selecionamenos 10 acidentes, 5 que eram de pousos em campo e 5 eram de pousos em estradas. Lembre-se de que, nosso objetivo não é criticar as aterrissagens ou o processo de tomada de decisão do piloto, mas sim identificar os perigos que cada piloto enfrentou ao tentar aterrissar em um campo ou estrada.

Primeiro Pouso em Campo – Cessna T210

Durante o vôo de cruzeiro a 12.000 MSL, o motor de um Cessna T210 começou a funcionar mal e o óleo cobriu o pára-brisa. O piloto desviou imediatamente para o aeroporto e o motor morreu pouco depois. Como o piloto não pôde chegar ao aeroporto, eles fizeram um pouso forçado em um campo. Durante o pouso, a asa direita atingiu o chão e o avião pilonou. Leia o relatório NTSB aqui.

Segundo Pouso em Campo – Thunder Mustang

O piloto de uma aeronave experimental Thunder Mustang teve um problema de pressão de óleo, forçando-o a pousar fora do aeroporto. Durante o pouso, o avião atingiu um poste de telefone com sua asa direita, girando a aeronave e danificando-a significativamente. Leia o relatório NTSB aqui.

Tereceiro Pouso em Campo – Rockwell 112A

Durante a subida, o motor de um Rockwell 112A começou a disparar. O piloto tentou um pouso fora do aeroporto em um campo próximo. Durante o pouso, o avião colidiu com um poste de energia, linhas de força e depois o solo. A aeronave parou invertida e foi destruída em um incêndio pós-colisão. Leia o relatório NTSB aqui.

Quarto Pouso em Campo – Cessna 180

Durante a descida para o pouso no aeroporto de Boca Raton, o Cessna 180 perdeu potência no motor. O piloto avistou um campo aberto para pousar e, depois de manobrar com sucesso em torno das linhas de energia, aterrissou no campo. Como o campo era macio e arenoso, o avião se inclinou, parou e capotou, danificando substancialmente. Leia o relatório NTSB aqui.

Quinto Pouso em Campo – Zenith Zodiak 601XL

Um piloto e instrutor de vôo praticavam decolagens e pousos. Durante uma das decolagens, o motor parou, forçando os pilotos a pousar em um campo próximo. Durante o pouso, o trem de pouso do nariz se separou e o principal do lado esquerdo foi danificada. Leia o relatório NTSB aqui.

Em seguida, pousos em rodovias

Primeiro Pouso em Rodovia – Cirrus SR 22

Em um voo de cruzeiro a 4.500 pés MSL, um Cirrus SR-22 começou a perder força. Cerca de um minuto depois, o motor parou completamente, forçando o piloto a pousar em uma estrada. Durante o pouso, o piloto manobrou a aeronave para se desviadar de um carro que se aproximava e esbarrou em um poste, danificando substancialmente o avião. Leia o relatório NTSB aqui.

Segundo Pouso em Rodovia – Vans RV 9

Um Vans RV-9 estava se aproximando do Aeroporto Regional de Hobart quando perdeu potência no motor. O piloto determinou que não podiam entrar em campo e optou por pousar em uma estrada próxima. Durante o pouso, o avião saiu da estrada e entrou em um campo, danificando a fuselagem. Leia o relatório NTSB aqui.

Terceiro Pouso em Rodovia – Just Aircraft Superstol

Logo após a decolagem de Murphy, Idaho, um Just Aircraft Superstol perdeu energia. O piloto iniciou um pouso forçado em uma estrada de terra. Durante o pouso, o avião bateu em uma cerca e virou o nariz. O avião foi significativamente danificado, no entanto, o piloto e o passageiro não sofreram ferimentos. Leia o relatório NTSB aqui.

Quarto Pouso em Rodovia – Piper Tripacer

Durante a decolagem, um Piper Tripacer perdeu e recuperou a potência por três vezes a aproximadamente 300 pés de AGL. O piloto liga o aquecedor do carburador e o motor para completamente. Como o avião estava além da pista, o piloto pousou em uma estrada, atingindo a asa esquerda em uma árvore. Leia o relatório NTSB aqui.

Quinto Pouso em Rodovia – Cessna 206 Float

Enquanto manobrava para pousar, um Cessna 206 Float começou a decolagem com dificuldade. O piloto pensou que poderia haver pouco combustível no tanque, então fez a troca . Como o 206 tinha apenas 500 pés AGL e não era capaz de pousar na água, o piloto optou por pousar em uma estrada. Durante o pouso, o 206 atingiu um linhas de energia. Felizmente, ninguém foi ferido, mas o avião foi danificado. Leia o relatório NTSB aqui.

Os riscos de pousos em rodovias e em campos


É claro que, não importa onde você decida pousar, você pode enfrentar alguns riscos muito sérios. Porém, em nossa pequena amostra do banco de dados NTSB, algumas coisas são claras.

Os riscos de pousos em campos

Os pousos em campo têm seu próprio conjunto de riscos. Um dos problemas mais comuns que vimos foi a condição da superfície dos campos. Eles tendem a ser muito macios ou muito irregulares, dificultando uma aterrissagem (especialmente com pneus de aeronaves pequenas). Há uma razão pela qual tantos aviões se inclinam durante o pouso em campo: os campos não se aproximam da superfície lisa e dura com a qual um piloto se encontra em uma pista.

Os riscos de pousos em rodovias

Os pousos nas estradas apresentam alguns riscos muito específicos. As estradas são tipicamente mais estreitas que uma pista, forçando você a fazer um pouso preciso em um ambiente de alta pressão. Além disso, a menos que você esteja aterrissando em uma rodovia duplacada, há uma chance de se aproximar do tráfego. Além disso, geralmente existem linhas elétricas próximas à maioria das estradas, e essas linhas não perdoam muito os aviões.

Então, qual é a melhor resposta quando se trata de um pouso forçado? Se você tem uma estrada aberta e pouco movimentada, provavelmente não é uma má opção para tentar. E se você tiver um campo aberto que não pareça muito áspero ou macio, essa pode ser uma opção melhor.

Quando se trata disso, não há solução perfeita para escolher um lugar para pousar. Tudo se resume a tomar a melhor decisão possível, com a altitude e os pontos de aterrissagem que você possui. E, finalmente, qualquer aterrissagem da qual você possa se afastar, especialmente nessa situação, é bom.

Texto original escrito por Colin Cutler, veja em https://www.boldmethod.com/blog/article/2018/02/if-your-engine-quits-where-should-you-land-road-or-field/

Dez fatos que você não sabe sabe o Beechcraft Baron

Projetado e produzido pela Beechcraft, uma das marcas líderes na fabricação de aviação americana, o Beechcraft Baron já existe há algum tempo. Esta aeronave foi revisada e atualizada tantas vezes desde que foi lançada pela primeira vez, mas toda a iteração dessa aeronave foi excelente. É o favorito dos pilotos particulares para voar, e certamente foi construído para lidar com mais do que apenas o uso de aeronaves particulares. O Beechcraft Baron tem sido um símbolo de engenhosidade em voo, e as produções atuais da aeronave mantêm o mesmo sentimento. Aqui estão 10 coisas que você provavelmente não sabia sobre o Beechcraft Baron.

1. 57 anos
O Beechcraft Baron está em produção há mais de meio século – um total de 57 anos para ser exato. Foi introduzido pela primeira vez ao público em 1961 e ainda está em produção hoje. Continua sendo um dos aviões já fabricados, como era na época em que foi lançado.

Beech Baron 55 1961

 

2. Não é tão acessível
Esta aeronave não foi fabricada pensando no público em geral. É o tipo de luxo que apenas os ricos podiam pagar. Em 2008, uma nova unidade do Barão custou aproximadamente US $ 1,04 milhão. Em 2017, esse número subiu um pouco para US $ 1,4 milhão. O custo de um Beechcraft Baron 55 de 1961 hoje pode ser de cerca de US $ 70 mil – ainda não é um preço baixo a pagar.

Beech 58 2005 50 Anos

3. Usuário Principal
Embora muitos cidadãos gostem de pilotar este avião para uso pessoal, o principal usuário dessa aeronave ainda é o Exército dos Estados Unidos. O Baron tem sido usado historicamente como um avião de treinamento nas Escolas de Aviação do Exército nos EUA. Países como a Turquia também usaram o Barão para treinamento em aviação. O resto dos países que adquiriram o Baron para uso militar incluem Haiti, México, Rodésia e Espanha.

Beech 58 Exercito Norte Americano

4. Três variantes básicas
Embora existam muitos Barons que surgiram no passado, havia três tipos básicos nos quais todos se enquadram. O Barão 55 e o Barão 56 têm fuselagem curta, enquanto o Barão 58 é um avião de fuselagem cumprida. Cada variante possui um número de sub-variantes.

Beech 56 1961

5. Barão 55
A variante 55 do Barão estave em produção entre 1961 e 1983 e, durante esse período, foram produzidas um total de 3.651 unidades. O protótipo era conhecido como Modelo 95-55 Baron e havia pelo menos 5 outras sub-variantes: A55, B55, C55, D55 e E55.

Beech Baron

6. Barão 56TC
A série 56 estave em produção por um período muito mais curto, de 1967 a 1971. Era o Beechcraft mais rápido no momento de sua introdução, mas também a mais alta. Durante sua produção, apenas 93 total de 56TCs foram produzidos. A única sub-variante da aeronave era o A56TC, que apresentava novos designs de exterior e interior.

Beech Baron

7. Barão 58
Este modelo entrou em produção pela primeira vez em 1969 e é a aeronave que está em produção hoje. O Baron 58 foi modelado após o 55, mas passou por muitas atualizações ao longo dos anos. Muitos dos modelos anteriores foram descontinuados, mas o Baron 58 original ainda está em produção.

Beech Baron 58

8. Início dos 58
O Barão 58 tem um total de quatro variantes muito diferentes uma da outra. O Baron 58P foi produzido de 1976 a 1985 e tinha preço de aproximadamente US $ 200 mil por unidade. O 58TC Baron estava em produção de 1976 a 1984, com um total de 149 aeronaves construídas. Cada unidade custava US $ 170 mil em 1976.

Beech Baron 58

 

9. Baron G58
Esta aeronave foi introduzida em 2005 e ainda está em produção. Um grande ponto ponto positivo  foi a introdução do Garmin G1000. Isso cria uma experiência completamente nova em voo e é parte do motivo pelo qual o preço do avião é de pelo menos US $ 1 milhão. Além disso, as versões mais recentes do Baron também apresentavam motores de pistão turboalimentados, alterações em vários detalhes da estrutura da aeronave e cabines de passageiros melhoradas. Os últimos Barons são aeronaves perfeita.

Painel Beech G58

10. Versões militares
O Beechcraft Baron 95-B55 havia sido redesenhado no T-42A Conchise, que é o avião para uso militar. O restante das aeronaves militares foram transferidas para a Reserva do Exército e a Guarda Nacional em 1993. Hoje, elas não são mais as aeronaves padrão usadas, mas ainda são mantidas e operacionais, independentemente.

Beechcraft T-42 Cochise

Marcelo «A Lenda» – Vinte anos de serviços prestados ao Aeroclube de Juiz de Fora-MG

Seu apelido é “Lenda”. E seu tempo de serviço no Aeroclube de Juiz de Fora justifica o codinome recebido, carinhosamente, pelos amigos de trabalho. Há 20 anos, o mecânico Marcelo Rocha de Resende trabalha na área de manutenção de aeronaves. “Eu adoro trabalhar aqui e amo meu serviço. Tenho um prazer enorme em ver os aviões prontos e em condições de voo. Prefiro, inclusive, trabalhar com mecânica do que voar. Como moro próximo ao Aeroporto da Serrinha, fico olhando lá de casa os aviões do Aeroclube passar e sinto um grande orgulho de vê-los e saber que estão voando só por causa da manutenção que eu e minha equipe fizemos nele”, ressalta.

Marcelo começou a trabalhar no Aeroclube de Juiz de Fora em 1999, como auxiliar de serviços gerais. Na época, seu pai trabalhava no restaurante do Aeroporto e indicou o filho para a vaga que estavam precisando de serviços gerais, como varrer o hangar e lavar aviões. “De manhã, eu fazia serviços gerais e, à tarde, ficava prestando atenção nos serviços de mecânico do Adair Ribeiro, profissional que trabalhou há mais de 70 anos no Aeroclube. O nome do hangar inclusive foi dado em homenagem a ele.


Em 2007, Marcelo conseguiu realizar o curso de mecânico, aos finais de semana, em uma escola de aviação civil no Rio de Janeiro. Inicialmente, ele fez o curso básico, finalizando com moto-propulsor e célula. Junto com Vicente de Paula do Carmo e Marcelo Paraiso Garcia, o “Lenda” faz parte da oficina homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Aeroclube JF. Ele afirma que o trabalho no Aeroclube é bem tranquilo, apesar de apresentar uma frota extensa de 18 aeronaves em voo, atualmente. “Nossa manutenção é preventiva. A cada 50 horas de voo, é necessário fazer a manutenção dos aviões. Dependendo das condições climáticas, o trabalho pode aumentar ou diminuir. Existem panes corretivas também, que acontecem sem estarmos esperando, como pneu furado, por exemplo”.

Marcelo sendo entrevistado pela TV Alterosa SBT – Foto de Flávia Cocate

Aeroclube de Juiz de Fora

Há 81 anos, o Aeroclube de Juiz de Fora é uma escola de aviação civil que prioriza a segurança e a qualidade profissional na formação de seus pilotos, oferecendo diversos cursos na área de aviação, como de Piloto Privado Avião e de Piloto Comercial Avião, além de proporcionar voos panorâmicos para a população de Juiz de Fora e região.

*Outras informações com o Aeroclube de Juiz de Fora pelos telefones: (32) 3233-1004 ou 99910-8001.

Texto e fotografias: Flávia MedeirosCocate – E-mail: jornalismo@aeroclubejf.com.br
Vídeo: TV Alterosa/SBT

Obrigado a Flávia Cocate pela contribuição.

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